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Perícia da PF identifica R$ 1,4 milhão para codinomes atribuídos a Rodrigo e Cesar Maia

Laudo foi anexado a inquérito aberto no STF para investigar repasses da Odebrecht aos dois

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o ex-prefeito Cesar Maia. Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo
Uma perícia da Polícia Federal (PF) nos sistemas da Odebrecht registraram repasses de R$ 1.458.100 para codinomes que delatores da empresa dizem corresponder ao presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e seu pai, o vereador do Rio de Janeiro Cesar Maia (DEM). Os apelidos que constam nos arquivos da empreiteira são Botafogo e Inca, que seriam de Rodrigo, e Déspota, que seria de Cesar.


As informações constam de pedido de prorrogação do inquérito feito pela ex procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e que ficaram sob análise do relator do caso, ministro Luiz Edson Fachin. Ainda faltava colher alguns depoimentos para receber das operadoras de telefonia informações cadastrais de alguns números atribuídos aos investigados.

O relatório da PF foi anexado ao inquérito aberto em 2017 no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar se os dois receberam recursos em 2008 e 2010 por meio de caixa dois. Na época, Rodrigo e Cesar Maia negaram as acusações.

A delação da Odebrecht rendeu ainda um segundo inquérito contra o presidente da Câmara. Nesse caso, ele, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), os ex-senadores Romero Jucá (MDB-RR) e Eunício Oliveira (MDB-CE) e o ex-deputado Lúcio Vieira Lima (MDB-BA) são acusados dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.


Neste segundo inquérito, os cinco são acusados de receber pagamentos pela aprovação de medidas provisórias (MPs) que beneficiariam a Odebrecht. Jucá e Renan teriam recebido R$ 4 milhões. Outros R$ 2 milhões teriam ido para Eunício. Maia e Lúcio Vieira Lima são apontados como beneficiários de pagamentos de R$ 100 mil cada. Os políticos negam as acusações.

As informações são do Jornal o Globo