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Cristãos são obrigados a professar a fé islâmica para obter ajuda alimentar no Paquistão em meio à crise de coronavírus

A situação para os cristãos no meio da crise do COVID-19 é alarmante e piora

Imagem: © REUTERS
A International Christian Concern (ICC) e a Jihad Watch denunciaram que os cristãos paquistaneses estão tendo ajuda alimentar negada em meio à crise do coronavírus chinês, desde que o Paquistão entrou em ‘lockdown’ (bloqueio) por causa da pandemia.

De acordo com uma publicação em vídeo no Facebook, um pastor local confirmou ao ICC que foi negada a ajuda alimentar a cristãos em 2 de abril, em uma vila situada na estrada Raiwind, perto de Lahore.



No vídeo do Facebook, um jovem cristão afirma que um comitê local da mesquita negou a distribuição de alimentos que ocorreu em 2 de abril. Segundo o jovem, os cristãos da aldeia foram instruídos a deixar o complexo da mesquita porque a ajuda alimentar era destinada apenas a muçulmanos.

“Se essa é a situação, então o que será feito para os cristãos?”, questionou o jovem no vídeo do Facebook. “Quem vai nos alimentar? Não somos cidadãos do mesmo país?”

“Negar ajuda alimentar e discriminar cidadãos é crime”, disse Aftab Hayat, líder de uma ONG paquistanesa, à ICC.

“Os cristãos frequentemente enfrentam discriminação e são vítimas de ódio religioso. No entanto, a situação para os cristãos no meio da crise do COVID-19 é alarmante e piora. Portanto, as autoridades devem tomar nota da situação em desenvolvimento”, disse Hayat.



A Jihad Watch relatou anteriormente outros três acontecimentos do mesmo tipo, um em 1º de abril e outro em 7 de abril, bem como em 11 de abril, nos quais os cristãos foram forçados a fazer a profissão islâmica de fé para obter ajuda alimentar.