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Na reta final de sua presidência, Maia faz de tudo para se manter relevante

O quase ex-presidente da Câmara até criou coletiva própria, na hora do almoço, para não competir com ninguém

O quase ex-presidente da Câmara até criou coletiva própria, esvaziada, na hora do almoço, para não competir com ninguém
Presidente da Câmara, Rodrigo Maia já não aguentava perder a disputa por manchetes com o presidente, com suas declarações à saída do Palácio Alvorada, na grade, com o governador paulista, ao meio-dia, e o ministro da Saúde no fim da tarde, sobre coronavírus. Morto de inveja, criou uma coletiva diária para chamar de sua, na hora do almoço, sem coincidir com qualquer outra. Ali distribui recados e ameaças e faz pose de “primeiro-ministro”, projeto de vida que ele já confessou a esta coluna.

Nas coletivas, Maia dribla temas incômodos, com a tara por jatinhos da FAB, e joga para a plateia à espera de aplausos sempre insuficientes.


Com sua presidência na reta final, Maia tenta evitar o “cafezinho servido frio”, fazendo exibições de poder como engavetar projetos importantes.

Para retaliar Bolsonaro, que conversa com o “blocão”, Maia descartou o projeto Mansueto e inventou outro que agrava o rombo no Tesouro.

Um ministro-general diz que o presidente quer manter relação respeitosa, mas sem dar muita bola a Maia: “Ele prefere se preocupar com o futuro”.

A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder