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Criança se dopa para não sentir estupro de padrasto de 16 anos

Foto: Reprodução
Uma criança de 11 anos denunciou o próprio padrasto, um adolescente de 16 anos, pelo crime de estupro de vulnerável, na sexta-feira, em Manaus. A mãe da menina, que tem 29 anos, também foi denunciada por deixar a criança sozinha com o adolescente.

De acordo com a titular da Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai), delegada Elizabeth de Paula, a criança não aguentava mais ser estuprada pelo adolescente e decidiu tomar altas dosagens de medicamentos e acabou indo parar no hospital.



O adolescente foi apreendido e a menina ouvida em termo de declaração e acompanhada pelo setor psicossocial da especializada.

“Ela contou durante as oitivas que chegou a tomar uma dose de medicamentos para ficar dormindo e não sentir os toques do suspeito. Não teria dado certo e, no dia seguinte, ela tomou uma dosagem maior. Diante disso, ela foi parar no Pronto-Socorro, onde a equipe médica também atestou essa circunstância. Fizemos nosso trabalho e apreendemos esse adolescente pelo ato infracional análogo ao estupro de vulnerável”, disse.

A titular da especializada contou que o adolescente, inicialmente, negou o crime, mas depois deu uma versão de que a criança assistia conteúdos pornográficos durante a madrugada e isso facilitou que ele cometesse os atos libidinosos.

“Isso leva um alerta para que os pais não deixem crianças no celular durante a madrugada. Criança é muito curiosa e se ela tem uma internet à disposição, inevitavelmente, nessa fase, ela vai atrás desse tipo de programação. Fica um alerta também para os pais não deixarem a criança com qualquer pessoa, sobretudo um adolescente de 15 anos que nem parente é", destacou.



Conforme a delegada, a situação da mãe da menina será apurada pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança (Depca). Na Deaai, a criança recebeu atendimento psicológico e deve ter a guarda concedida ao pai.