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Pará está na mira de investigação federal por fraudes na saúde durante a pandemia

Governador do Pará e outros chefes do Executivo já foram alvos de operações da PF

Crédito: Polícia Federal
A Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) já identificaram fraudes em dezenove Estados e no Distrito Federal. Entre eles, está o Pará, envolvido em desvios de verbas destinadas ao enfrentamento do novo coronavírus. Em sete unidades da federação, denúncias de uso ilegal de recursos da pandemia estão sendo investigadas. Os prejuízos estimados beiram os R$ 4 bilhões.

Enquanto o país contabilizava as primeiras vítimas da doença, de Norte a Sul, foram descobertos esquemas para superfaturar contratos, fraudar compras de equipamentos médicos e desviar recursos destinados ao combate à doença. Há investigações em andamento em todos os 26 Estados, além do Distrito Federal.




Os inquéritos envolvem mais de 300 pessoas, entre servidores públicos, empresários, vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais e, ainda, seis governadores. Três deles já foram alvo de operações: Helder Barbalho (PA), Wilson Witzel (RJ) e Wilson Lima (AM). Até agora 39 pessoas foram presas.

No Pará, um dos inquéritos apura desvios em um contrato de cerca de 74 milhões de reais para compra de cestas básicas para alunos da rede estadual de ensino. Com o isolamento social, crianças que tinham a merenda como principal ou única refeição do dia passaram a receber os alimentos em casa.

O Pará, aliás, já foi alvo de quatro operações da PF desde abril, o que o coloca empatado com o Rio de Janeiro, como terceiro Estado com maior número de irregularidades investigadas, atrás de Pernambuco e do Amapá.




Entre as irregularidades ocorridas durante a pandemia, o Pará se envolveu na compra de 152 respiradores com defeito vindos da China; kits de lanche, com salgado e suco por R$19; dinheiro encontrado dentro de caixa térmica na casa de assessor da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa); entre outros.

Investigadores já esquadrinharam quase R$ 1,3 bilhão em contratos firmados por prefeitos e governadores e estimam que o prejuízo aos cofres públicos, apenas nesses casos, pode ter chegado a R$ 775 milhões, o que representa 60% dos valores. Ou seja, mais da metade do dinheiro enviado para ações sanitárias acabou ilegalmente no bolso de alguém.

Fonte: Veja