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‘PT fez um projeto de poder para a OAB’, diz coordenador de movimento que pede o impeachment de Santa Cruz

‘OAB não é feita hoje para os advogados, é feita para fazer política. Infelizmente hoje é um partido político, ideologicamente ligado à esquerda’, afirma Paulo Faria

Reprodução/Facebook - Felipe Santa Cruz, presidente da OAB
O coordenador nacional do movimento Advogados do Brasil, Paulo Faria, que assina o pedido de impeachment contra o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, disse em entrevista ao programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, nesta sexta-feira, 11, que o Partido dos Trabalhadores (PT) fez um “projeto de poder” para o órgão.

“A OAB não é feita hoje para os advogados, é feita para fazer política. O PT fez um projeto de poder para a OAB. Ano passado tivemos as notícias que o [José] Dirceu quer garantir nesse próximo ano de eleição todas as seccionais da OAB. Infelizmente hoje é um partido político, ideologicamente ligado à esquerda”, afirmou Faria.


De acordo com ele, um grupo de associados já falou que não vai mais pagar a anuidade enquanto Santa Cruz estiver presidindo a Ordem.

O pedido de impeachment foi protocolado na última quarta-feira, 9, em Brasília, com 720 assinaturas. O primeiro motivo foi o parecer favorável a criação de uma aposentadoria mensal de R$ 17 mil a um ex-funcionário já aposentado, Paulo Guimarães. A diretoria foi contra, por 3×2, e agora o grupo do presidente da OAB tenta aumentar de cinco para 10 diretores, a fim de garantir maioria de votos nas decisões.

“Essa conta sairia dos nossos bolsos, porque pagamos a anuidade e mantemos a OAB. Três dos diretores resolveram apresentar um memorando dizendo que poderia gerar prejuízo aos cofres”, explicou Faria.

Já a segunda razão foi a denúncia de que Santa Cruz teria firmado um contrato fictício com o Instituto Fecomércio para conseguir verba para a candidatura para a presidência da OAB em 2014. A acusação foi feita em colaboração premiada pelo ex-presidente do Instituto, Orlando Diniz. Essa delação já teria sido, inclusive, formalizada pela justiça do Rio de Janeiro.


Orlando Diniz teria dito que Santa Cruz pediu dinheiro em espécie para a campanha da OAB do Rio em 2014, no entanto ele não tinha os recursos disponíveis.

“Foi a gota d’água. O mais grave da delação é que envolve o presidente da OAB e, por isso, nós advogados estamos sofrendo diariamente essa pecha, atribuída a Santa Cruz. Não estamos acusando, ele tem o direito de defesa. Mas achamos que as autoridades investigadas devem ser afastadas”, disse o coordenador do movimento.

Por Jovem Pan