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A ‘decisão bomba’ nas mãos de Bolsonaro

Shealah Craighead
De acordo com o jornalista Raul Holderf Nascimento, caberá ao presidente Jair Bolsonaro decidir se a tecnologia da Huawei ficará ou não fora do leilão do 5G no Brasil.

O Brasil, que é um dos maiores mercados da gigante chinesa de telecomunicações Huawei, pode estar pronto para fechar seus contratos de 5G com as empresas europeias, Ericsson e Nokia.

A ‘decisão bomba’ está nas mãos do presidente brasileiro, que deverá acontecer apenas em 2021, mas os alertas dos Estados Unidos já seguem a todo vapor.


A avaliação de Bolsonaro

Segundo a agência de notícias Bloomberg, que também atua no ramo da tecnologia e dados para o mercado financeiro, o presidente Jair Bolsonaro está considerando proibir a chinesa Huawei de prover a rede 5G no Brasil.

Bolsonaro estaria incomodado, enxergando a China como uma ameaça global à privacidade dos dados e à soberania.


Ainda segundo a reportagem, a informação partiu de uma fonte “que não está autorizada a falar no assunto publicamente”.

A Bloomberg frisa que o “martelo não foi batido e qualquer decisão sobre o tema levará em conta pontos de vista de outras instâncias no governo”.

Vigilância do PCC

Em junho, a Embaixada dos EUA em Brasília divulgou, em português, uma declaração de Mike Pompeo.

Na mensagem, o secretário de Estado americano afirmou que cidadãos do mundo inteiro estão acordando para o perigo do estado de vigilância do Partido Comunista chinês.


“A maré está se voltando contra a Huawei, à medida que cidadãos de todo o mundo estão acordando para o perigo do estado de vigilância do Partido Comunista Chinês”, disse Pompeo.

“Os acordos da Huawei com operadoras de telecomunicações em todo o mundo estão evaporando, porque os países estão permitindo apenas fornecedores confiáveis em suas redes 5G”, continuou ele.


E acrescentou:

“O ímpeto a favor do 5G seguro está aumentando. Quanto mais países, empresas e cidadãos perguntarem em quem devem confiar com seus dados mais sensíveis, mais óbvia a resposta se torna: não no estado de vigilância do Partido Comunista Chinês”.