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Pego na mentira: Faculdade nega que Boulos do PSOL tenha vínculo

O candidato utilizou o 'álibi' para rebater acusações de que não trabalha

Guilherme Boulos (Nelson Almeida/AFP)
Em vídeo publicado no dia 7 de outubro, o candidato à Prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos citou como 'prova' de que trabalha um suposto vínculo empregatício como a Escola de Sociologia e Política, na qual afirmou ser professor.

Entretanto, como a mentira tem perna curta, a faculdade negou o vínculo e afirmou que a participação de Boulos no curso "A questão urbana e os movimentos sociais", no Departamento de Extensão, foi encerrada ainda em 2019, segundo o site MBL News.

Confira trecho da nota divulgada pela instituição

"Guilherme Boulos foi professor convidado do Departamento de Extensão para ministrar um curso de curta duração sobre ‘A questão urbana e os movimentos sociais’. O curso teve duas edições: maio a julho de 2019 e outubro a novembro de 2019. [...] Desde então, novembro de 2019, não há nenhum vínculo."


A assessoria de imprensa do candidato, entretanto, parecer ter encontrado outra explicação para a ausência de Boulos na Escola de Sociologia e Política.

"Não fosse a pandemia, Boulos seguiria ministrando cursos, como fez em 2019", afirmou a assessoria.


Tal informação também foi desmentida: "Já a escola disse que a nova edição das aulas não se realizou em 2020 em razão da candidatura do líder sem-teto à prefeitura", informou a Folha.

Outro fato um tanto quanto peculiar foi desvendado. O defensor dos direitos dos trabalhadores não possuía carteira assinada com a instituição, mas recebia através de CNPJ de "microempreendedor individual" (MEI), não havendo vínculo empregatício do candidato com a faculdade.