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Casos de feminicídio aumentam 42,8% em um mês no Estado de SP

Em comparação a novembro de 2019, o aumento foi de 17,7%


O número de feminicídios registrados no estado de São Paulo aumentou 42,8% em novembro de 2020 em comparação ao mês anterios, segundo a Secretaria de Segurança. Foram 20 ocorrências em novembro contra 14 casos registrados em outubro.

Os dados indicam ainda que, de janeiro a novembro de 2020, 160 mulheres foram mortas por companheiros ou ex-companheiros em São Paulo, três a mais que no ano anterior. Segundo especialistas, o feminicídio é um crime anunciado por uma série de sinais ao longo do tempo e com frequência poderia ser evitado se providências fossem tomadas a tempo.


Valéria Scarance, promotora de Justiça do Ministério Público de São Paulo, comenta os tipos de violência: "Nós temos 5 tipos de violência. A violência física pode ser com ou sem marcas. Apertar o pescoço, puxar o cabelo, dar um tapa, ainda que não fique uma marca, é violência física. A violência moral, que são os xingamentos - e o xingamento é sempre luz amarela. A violência psicológica, que pode ser o controle, a manipulação, a ameaça, 'se não for minha não vai ser de mais ninguém'. A violência patrimonial, que nesse contexto de relação afetiva tem o contexto não de enriquecimento, mas de controle, para deixar a mulher presa àquela relação. E a violência sexual, que também existe nas relações, nos casamentos e namoros. Toda vez que a relação não for consentida, nós falamos em violência sexual", afirma. 

A promotora produziu a cartilha "Namoro Legal", que contém dicas práticas de como perceber se uma relação está se tornando tóxica.

No material ela chama atenção para homens que destroem a autoestima da companheira, criticando a maneira como ele se veste, que procuram afastá-la da família e dos amigos, do trabalho que dá autonomia financeira. A promotora alerta para homens que mentem ao dizer que ciúme é uma forma de amor.

Fonte: SBT