Notícias de Última Hora

Nova variante do coronavírus pode ser mais grave e espalhar facilmente? Veja o que sabemos até agora


A mutação, que apareceu no Reino Unido em setembro de 2020, chegou ao Brasil no final do ano passado, confirmando dois casos em São Paulo. Conversamos com especialistas no assunto e tiramos as principais dúvidas sobre a nova cepa da doença
Cinthia Jardim, filha de Luzinete e Marco 12 de janeiro de 2021

Descoberta em setembro de 2020, a nova variante do coronavírus tem se espalhado rapidamente ao redor do mundo. Em dezembro, os primeiros casos foram identificados no Brasil, deixando as autoridades sanitárias em alerta. Até o momento, 30 países já têm a mutação identificada.


A variante, conhecida como B.1.1.7 teve seu genoma mapeado, chegando ao resultado de 23 mutações. Segundo o Imperial College, de Londres, na Inglaterra, isso pode significar uma capacidade de 50% a 70% de maior transmissibilidade. Vale lembrar que ainda não existem dados científicos que comprovem uma maior gravidade do vírus.

Com a chegada da variante no Brasil, os cuidados e medidas de segurança devem ser redobrados apesar do baixo número de casos identificados. A transmissão do vírus ocorre da mesma forma: por gotículas de saliva, ou partículas suspensas no ar. Por isso, as autoridades de saúde reforçam a necessidade do uso de máscaras, distanciamento social e lavagem das mãos com frequência.

Para tirar as principais dúvidas sobre o assunto, conversamos com a Dra. Elisa Miranda Aires, infectologista da DaVita Serviços Médicos e o Dr. Paulo Telles, pediatra, pai de Leo e Nina, esclarecendo o que é a nova variante do coronavírus, além de explicar algumas particularidades do problema.

A nova variante

Também conhecida como cepa, a nova variante da Covid-19 significa que o vírus passou por modificações ao longo do ano, sofrendo modificações no seu material genético e mutações que geram variantes ou cepas do mesmo vírus. “A maioria das mutações no genoma do SARS-CoV-2 não tem impacto na função viral. Porém, certas variantes tem ganhado grande atenção por causa de sua rápida emergência dentro das populações e maior potencial para transmissão ou implicações clinicas”, explica a infectologista. Até o momento, a variante mais conhecida é a linhagem B.1.1.7. Apesar de uma possível maior transmissibilidade, não se pode afirmar o mesmo sobre a gravidade, hospitalização, mortalidade ou ainda potencial de reinfecção com as cepas.

Fonte: Pais e Filhos