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O MISTERIOSO ANO EM QUE A LUA SUMIU DO CÉU FINALMENTE É EXPLICADO


Apesar do gelo conseguir preservar evidências de vulcanismo por longas datas, apontar um momento preciso para o acontecimento dos eventos pode ser um assunto um tanto mais complicado. Para esse caso específico, os cientistas optaram por realizar associações com outros acontecimentos históricos.

De acordo com o estudo, os depósitos sulfurosos teriam sido deixados para trás por uma gigantesca erupção do Hekla, um dos vulcões mais ativos da Islândia e que foi apelidado de “Portões para o Inferno”. Como o gelo analisado apresenta as maiores taxas de depósito de enxofre no último milênio, a hipótese parece plausível.


Já na visão do paleoclimatologista da Universidade de Genebra, Sébastien Guillet, a participação do Hekla é pouco provável, visto que as amostras de enxofre também podem ser encontradas no gelo antártico. Dessa forma, o Monte Asama, que produziu longas erupções ao longo de 1108 também poderia entrar na equação.

Segundo os dados da NASA baseados em retrocálculo astronômico, sete eclipses lunares foram observados na Europa entre 1100 e 1120. Entre eles, o ocorrido em maio de 1110 teria sido o mais intenso. Na época, um observador registrou em texto a escuridão excepcional da Lua naquele ano.

“Na quinta noite do mês de maio, a Lua apareceu no início da tarde brilhando forte. Porém, aos poucos sua luz foi se apagando, de maneira que, assim que a noite chegou, ela havia sido completamente apagada. Nem sinal de luz, nem sombra ou qualquer outra coisa para ser vista”, relatou na Crônica de Peterborough — um manuscrito feito na Inglaterra.

Desde então, muitos astrônomos tentaram desvendar o motivo para o estranho período de escuridão, que só foi ser associado com as atividades vulcânicas um milênio depois do ocorrido.

Fonte: Mega Curioso